Gleisi Hoffmann jura inocência e ataca promotores da Lava-Jato

Acusada por sete delatores da Operação Lava-Jato de receber R$ 1 milhão em propina do Petrolão e enredada na Operação Custo Brasil, que ...

Acusada por sete delatores da Operação Lava-Jato de receber R$ 1 milhão em propina do Petrolão e enredada na Operação Custo Brasil, que descobriu esquema criminoso que surrupiou mais R$ 100 milhões de servidores federais, inclusive aposentados, que recorreram a empréstimos consignados, Glesi Helena Hoffmann (PT-PR) não se dá por achada.
Em longa entrevista ao jornal Gazeta do Povo, a petista diz ser vítima dos promotores “justiceiros” da Lava-Jato, que não se conformariam com o seu “progressismo” esquerdista. “Progresso” e “esquerda” são termos contraditórios, mas a senadora não liga para detalhes. Até porque, o cinismo descarado é a marca registrada do PT, partido que saqueou o País e arruinou a economia nacional.
Sobre o processo a que começa responder no STF, na condição de ré, a senadora diz:
“É surreal porque não há provas fáticas. Em condições de normalidade política e institucional, o STF não aceitaria essa denúncia”, avalia ela, desconhecendo testemunhos e provas materiais que a implicam tanto no Petrolão quanto na Operação Custo Brasil, aquela em que o marido é acusado de chefiar o esquema que lesou servidores públicos.
Sobre o “pixuleco” de R$ 1 milhão que recebeu de Alberto Youssef (denúncia das mais documentadas), através do empresário Ernesto Kugler Rodrigues, autorizado pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, a pedido do marido Paulo Bernardo, a senadora se apega a detalhes irrelevantes para tentar colocar em dúvida a denúncia:
“Eles estão dizendo que foram quatro repasses. Aí eles cruzaram todos os telefones possíveis e imagináveis naquele período [da campanha eleitoral de 2010]. Do Ernesto para o Youssef, não tem [ligação]. Youssef disse que ligou. Do Youssef para o Ernesto também não tem. Só teria aquele registro de ligação [sem o conteúdo da conversa], do Pieruccini para o Ernesto. Nesse tempo todo, só tem isso? Eles se comunicaram por onde? Por tambor? Só pode ser, né?”, ironizou a senadora.
As dúvidas vazias e oportunistas colocadas por Gleisi e seus advogados não convenceram o relator do caso no STF, ministro Teori Zavascki, que afirmou conter a denúncia “elementos básicos” suficientes para ser transformada em ação penal. A partir de agora, no âmbito da ação penal, serão ouvidas testemunhas de defesa e de acusação.


Em raro acesso de prudência [nunca se sabe o que mais pode aparecer], Gleisi diz que não acompanhava o ingresso de dinheiro em sua campanha:
“Eu não acompanhava de perto porque campanha é uma loucura. A minha parte da campanha era relações públicas, se isso fosse uma estrutura empresarial, digamos assim. Eu tinha que estar na rua fazendo campanha. Impossível acompanhar de perto. Falava com alguns doadores, pedia recursos, e indicava as pessoas que seriam as interlocutoras, responsáveis pela tesouraria, pelo recebimento do recurso, pela prestação de contas.”
Em outro momento de prudência, a petista admite ter mantido relação próxima com Kugler Rodrigues, dono de shopping popular em Curitiba, que teria recebido a propina do Petrolão e repassado a Gleisi:
“Mas ele ajudava na campanha. Por exemplo, nós fazíamos jantares para empresários. Ele era uma das pessoas que articulava, que vendia os convites, que ia atrás, que chamava gente. O irmão dele é filiado ao PT. Ele tinha contato com o pessoal da campanha. Assim como dizem na denúncia que eu ligava várias vezes para o PT, que eu liguei, coincidentemente, num dos dias da entrega [do dinheiro]. Gente, eu fui presidente do partido. É óbvio, o partido coordenava minha campanha. Eu ligava muito para o PT atrás das pessoas. Qualquer dia que você for pegar é capaz de ter ligação minha para o PT.”
O R$ 1 milhão do Petrolão, embolsado em 2010 e que pode ser a senha para algumas condenações, é apenas um dos casos de corrupção em que a senadora está envolvida. A previsão para o futuro da petista paranaense são cada vez mais desanimadoras, mas ela insiste em dizer que tudo não passa de perseguição política por parte daqueles que não aceitam os acertos e conquistas de seu partido. Enfim…

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