Cenário externo faz dólar recuar R$ 3,14, menor valor em mais de 1 ano

As expectativas de que os bancos centrais poderão lançar mais estímulos monetários para fazer frente a uma desaceleração econômica enfraq...

As expectativas de que os bancos centrais poderão lançar mais estímulos monetários para fazer frente a uma desaceleração econômica enfraqueceram o dólar frente à maior parte das moedas nesta terça-feira (9). No Brasil, a moeda americana chegou à casa dos R$ 3,14, renovando a menor cotação em mais de um ano.
A inflação ao consumidor na China de julho desacelerou pelo terceiro mês seguido, alimentando especulações de que o governo chinês lançará medidas para reativar a economia.
Além disso, Ian McCafferty, que integra o comitê de política monetária do banco central britânico, indicou que mais cortes de juros podem ocorrer no Reino Unido se a economia piorar.
Esses dois fatores estimularam o apetite ao risco, favorecendo mercados emergentes, como o brasileiro. A queda do petróleo no mercado internacional, no entanto, limitou esse movimento.
Os juros futuros e o CDS (credit default swap) brasileiro, outro indicador de percepção de risco, caíram. O Ibovespa fechou em leve alta, pressionado pelos papéis da Petrobras e seguindo a perda de fôlego na Bolsa de Nova York.
Os investidores monitoram ainda o cenário político. Nesta terça-feira, o plenário do Senado iniciou a votação do relatório favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. A renegociação das dívidas dos Estados com a União é outro ponto de atenção.
CÂMBIO E JUROS
Após atingir a mínima de R$ 3,1290 durante a sessão, o dólar comercial encerrou o pregão desta terça-feira em baixa de 0,82%, a R$ 3,1420, menor cotação desde 15 de julho de 2015 (R$ 3,1350).
A moeda americana à vista fechou em queda de 1,21%, a R$ 3,1407, valor mais baixo desde 16 de julho do ano passado (R$ 3,1333).

Para Fernando Ferreira, gestor da Lerosa Investimentos, a expectativa de aprovação do relatório do impeachment ajuda a valorizar o real. "Embora o impeachment já esteja 99% precificado pelos investidores, não tem ninguém apostando contra, por isso o dólar cai", afirma. "O mercado deve esperar o fato acontecer para realizar lucros."
Ele alerta, porém, que se o governo não for bem-sucedido na votação do projeto de renegociação das dívidas dos Estados, o humor do mercado vai azedar. A previsão é de que o projeto seja votado nesta terça-feira na Câmara dos Deputados.
Pela manhã, o Banco Central leiloou mais 10.000 contratos de swap cambial reverso, equivalentes à compra futura de dólares, no montante de US$ 500 milhões. A operação tem sido insuficiente para mudar a direção do câmbio.
No mercado de juros futuros, o contrato de DI para janeiro de 2017 caiu de 13,975% para R$ 13,935%; o contrato de DI para janeiro de 2018 recuou de 12,740% para 12,650%; e o contrato de DI para janeiro de 2021 diminuiu de 11,950% para 11,850%.
O CDS, espécie de seguro contra calote, perdia 1,72%, aos 266,348 pontos, renovando o patamar mais baixo em mais de um ano.
BOLSA
O Ibovespa fechou em alta de 0,09%. aos 57.689,42 pontos. Pelo segundo dia seguido, o giro financeiro foi fraco: R$ 5,5 bilhões.
"Faltam fatos novos para o índice voltar a subir com força", avalia um operador do mercado financeiro.
As ações da Petrobras subiam, mas inverteram o sinal, acompanhando o movimento do petróleo no mercado internacional. Ao final da sessão, os papéis perderam 0,25%, a R$ 11,88 (PN), e 0,50%, a R$ 13,68.
O petróleo passou a cair depois que um relatório do governo americano elevou a projeção para a produção da commodity nos Estados Unidos em 2017.
O petróleo Brent, negociado em Londres, perdia 1,23%, a US$ 44,83 o barril; o petróleo tipo WTI, negociado em Nova York, caía 1,07%, a US$ 42,56 o barril.
Os papéis da Vale avançaram 1,58%, a R$ 15,99 (PNA), e 0,05%, a R$ 18,99 (ON).
Ainda no setor financeiro, Itaú Unibanco PN subiu 0,20%; Bradesco PN, -0,51%; Bradesco ON, +0,40%; Banco do Brasil ON, +1,08%; Santander unit, +1,72%; e BM&FBovespa ON, +1,54%.
EXTERIOR
Na Bolsa de Nova York, o índice S&P 500 fechou com ganho de 0,04%; o Dow Jones, +0,02%; e o Nasdaq, +0,24%.
Na Europa, a Bolsa de Londres fechou em alta de 0,62%; Paris, +1,19%; Frankfurt, +2,50%; Madri, +1,20%; e Milão, +0,31%.
Na Ásia, a maioria das Bolsas também fechou em alta. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, teve alta de 0,7%, enquanto o índice de Xangai ganhou 0,72%. O índice japonês Nikkei teve alta de 0,69%.

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